sexta-feira, 11 de maio de 2018

Portugal Tour MTB 2018 (PTMTB2018) – Análise Final

D1Sendo uma prova de renome, com presença dos melhores atletas do mundo desta modalidade, é sem dúvida daqueles eventos que quase todos os amantes do BTT pretendem participar.

Eu, cada vez mais fã das provas por etapas, senti-me na “minha praia” (expressão bem vulgar mas que encaixa perfeitamente naquilo que pretendo exprimir!) ao participar no PTMTB2018.

Mas será que fiquei mesmo satisfeito com tudo?

Não, é certo que é impossível ficar-se 100% satisfeito num evento de 6 dias, existe muita margem para errar e não podemos ser exigentes ao ponto de dizer que há processos infalíveis, mas houve situações que podiam ter sido melhorados por parte da organização.

Vamos por partes!

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Portugal Tour MTB 2018 - O (meu) Resumo

Esta era uma daquelas provas que tinha desde há uns anos como alvo.

Em 2015 tive a possibilidade de participar nela a convite de uma loja de bicicletas, mas penso que foi bom não me ter sido possível aceitar tal amabilidade. Não pela prova, mas pelo risco que teria sido fazer dupla com alguém que nem tão pouco conhecia, num desafio de 6 dias e de exigência tão elevada!

Para a edição de 2018 decidi arriscar e com o meu amigo Jorge Castela colocar este desafio no meu (nosso) calendário e em boa hora o fiz!

A prova foi preparada de acordo com a disponibilidade que a vida familiar e profissional permite, pelo que a média de 11 horas de bicicleta por semana nos últimos meses, tiveram de ser muito bem estruturadas para que me fosse possível ultrapassar este evento com algum à-vontade.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Algarve Bike Challenge 2018, O Resumo!

Inicialmente programada, mais tarde descartada e a 4 dias da sua ocorrência a fazer de novo parte do meu preenchido calendário de provas, a participação pela terceira vez no Algarve Bike Challenge começou por ser assim um pouco caricata!

De estranhar um pouco o facto de das minhas 3 participações neste evento, por 2 delas a chuva decidiu aparecer, o que em jeito de brincadeira até já me leva a dizer que no Algarve só chove quando se realiza este evento! :)

A ida para o Algarve desta vez foi realizada em carro, em família e entre amigos.

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Viagem iniciada na sexta pela manhã, com o objetivo de almoçar na cidade de Tavira.

Apesar de o almoço ter sido em Tavira como programado, a viagem foi mais lenta do que o previsto, isto porque as condições climatéricas obrigaram a percorrer o Alentejo a uma velocidade bem mais baixa do que seria normal.

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Com o almoço realizado em Tavira e kits de participação levantados logo depois, o resto da tarde foi dedicada a apenas gastar da melhor forma possível o tempo disponível até à hora de fazer o reconhecimento do percurso do Prólogo.

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A partida do Prólogo, com 2,4 km e 38 metros de desnível vertical acumulado, foi-nos dada às 20h36 e foi realizado, como sempre, pelas ruas e ruelas do centro da cidade. Após este ficaríamos prontos para os 2 dias de verdadeiro BTT pelas serras do Algarve.

Uma nota para o facto destas 2 etapas terem sido encurtadas pela organização devido ao mau tempo, que impossibilitou a passagem por alguns trilhos inicialmente previstos.

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A etapa de sábado, a mais longa, com 85,8 km e 2.115 metros de desnível vertical acumulado, foi feita com alguns períodos de aguaceiros, por trilhos bem molhados e alguma lama.

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A etapa de domingo, mais curta e menos exigente em valores de altimetria, era composta por 66,9 km e 1.268 metros de desnível vertical acumulado, num dia solarengo mais com os trilhos incrivelmente molhados e lamacentos. Houve mesmo um sector de alguns quilómetros que se tornou um completo castigo, pela forma esforçada e penosa que obrigaram para se conseguir transpor.

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Em resumo geral, posso dizer que após 3 participações o voltar a este Algarve Bike Challenge está de certa forma negado à partida.

Porquê?

Primeira razão deve-se ao facto de já não se poder pensar que se consegue fazer uma prova de 3 dias em Março no Algarve, sem apanhar chuva e lama. É certo que a temperatura é bem mais simpática do que aquela que temos no Norte Interior, mas o risco de chuva começa a ser muito real e condiciona de sobremaneira a vontade de voltar.

A segunda razão tem a ver com a natural repetição dos trilhos. Ter etapas múltiplas sempre com partida e chegada na cidade de Tavira, tem-se já por vezes demais o conhecimento por onde se vai passar.

Terceira razão estará associada ao “pormaior” que existem cada vez mais provas de etapas pelo país e daí haver uma vasta lista de opções, que nos livra de estar sempre a repetir eventos.

Quarta razão, a distância! Ir ao ABC e voltar pesam sempre mais de 1.200km!

Agradecimento especial à minha mais que tudo, a Cristina, que fez questão de acompanhar e apoiar em mais uma aventura. Aos amigos José Moreira, Alexandra Moreira, Jorge Castela e Nuno Santos pela companhia. E a quem me vai apoiando da forma possível todos os dias do ano e que são eles, Tiago Aragão (na vertente da amizade que nos liga e no aspeto técnico de treino), à Bikebox em Vila Real, à Auto Pneus Manuel Bernardo em Leomil, à Freguesia de Leomil e à Simply by Cristina!

Este próximo fim de semana, apesar das previsões de frio, chuva e alguma neve, conto estar presente na Prova UCI, Pretorian Bike Race, que se realiza em Vila Pouca de Aguiar e Pedras Salgadas! Uma prova também de BTT e nos mesmos moldes que o ABC, composta por um Prólogo e 2 etapas, sendo que no primeiro dia, ao contrário daquele que se realiza em Tavira com pouco mais de 2 km, tem uma extensão de 12 km.

Até breve!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Geotour 2018 - Breve Resumo

Segunda vez neste evento e algumas considerações:

1. Este ano as etapas tiveram início e final em locais distintos;
2. Este ano as etapas foram ainda mais exigentes;
3. Este ano a minha logística e estadia esteve entregue à organização do evento;
4. Este ano fui a Solo.

Em relação ao ponto 1. considero muito interessante o facto de se acabar a etapa noutra localidade que não a de partida. É uma situação que poderá condicionar alguns fatores, mas que quando devidamente acautelados pela organização, tudo se consegue fazer de forma bastante fluida.

Em relação ao ponto 2. considero que as provas XCS (provas de BTT por etapas) podem ser realizadas com etapas menos exigentes, sendo até mais atrativas para todos e menos penosas para aqueles que chegam quando grande parte dos outros já estão em modo recovery. Acho que se podia passar a olhar para esta questão com alguma atenção. Não é um ponto em que eu me queixe muito, mas é habitual ver muitos acabar estas etapas a horas já deveras castigadoras. Julgo que uma prova de XCS não tem de ser obrigatoriamente um desafio Extreme. Daquilo que eu penso, estas são provas para promover o BTT, as regiões onde se realizam e o convívio e amizade entre atletas, num ambiente completamente diferente do que são as provas de um só dia.

No ano passado realizei o Geotour em modo só inscrição de participação. Isto quer dizer que me instalei e responsabilizei pela estadia e de forma natural pela minha alimentação extra percurso. Com isto começo por referir que no ponto 3. tenho alguns reparos a fazer, alguns que podem ferir a forma como a organização pretende manter a responsabilidade de uma logística para uma inscrição premium. Realizei a minha inscrição com o Pack Hotel e daí vêm alguns problemas que não considero normais quando se insere um hotel de 4 estrelas num pack.
De acordo com a minha experiência neste tipo de provas, onde se podem escolher estes packs mais caros, não faz sentido inserir a opção de estadia no Hotel de 4 estrelas e não estar assegurado o pequeno almoço no próprio hotel. Pagar para dormir num hotel de 4 estrelas e ir tomar o pequeno almoço a 600 metros de distância no bar de uma associação humanitária, não faz sentido! De certeza que quem queria este pack, queria as reais comodidades que naturalmente estariam à partida contempladas. Claro que, assim como eu, quase todos os atletas que ficaram no excelente Villa Pampilhosa Hotel, optaram por pagar à parte o pequeno almoço no hotel. Escusado! Quem pagou esta inscrição, não se importaria à cabeça de pagar logo na fase das inscrições o valor extra do pequeno almoço e por um valor bem diferente se o mesmo tivesse sido negociado pela organização do evento!
O jantar, apesar de agradável, falhou no conforto (as cadeiras eram extremamente baixas e os cavaletes das mesas improvisadas impossibilitavam o encaixar as pernas), falhou na sobremesa (salada de fruta... nestes dias a malta gosta é de um docinho!) e falhou sobretudo na localização! O salão onde se realizou o jantar distava 1,3 km do hotel, o que numa noite de fevereiro e a pé, é sempre de evitar!

Em relação ao ponto 4., é uma tendência que saúdo em alguns eventos, já que a limitação de participação de atletas em dupla é sempre arriscada, porque nem sempre se consegue ter aquele amigo, que é amigo, que é atleta, que tem o mesmo andamento que nós e que nos apetece aturar desde a linha de partida à linha de meta :) ! O BTT enquanto desporto mais singular, é bom salvaguardar aquela liberdade pessoal que a muitos, eu inclusive, muito agrada, sem obrigações para com alguém!

Quanto às etapas, os dados tinham sido já por mim publicados no artigo anterior e fica só o realce às paisagens que se por momentos eram fenomenais, eram também muitas vezes bem tristes em resultado dos incêndios devastadores que ocorreram naquela região em 2017!

Em relação aos banhos (no Fundão), já no ano passado tinha ouvido muitas queixas de atletas amigos e conhecidos, mas como eu estava com toda a minha logística assegurada por mim, não me fez qualquer diferença, contudo, este ano pude constatar que o problema de 2017 passou para 2018 e houve banhos frios novamente! Foi ativado um plano de emergência, em que quem não quis tomar banho de água fria no pavilhão, teve a possibilidade de o fazer, com água bem quentinha, nos balneários das piscinas cobertas! Tendo no meu caso o atraso ter sido considerável na espera pela autorização da troca do local.

Como resumo geral e após 2 anos a participar neste evento, passo a partilhar da opinião de um amigo, que organiza eventos, em que ele me diz há algum tempo que o sucesso deste evento a nível de inscrições está associado sobretudo ao baixo valor das mesmas!

Uma palavra de agradecimento ao amigo Jorge Castela pela partilha de grande parte dos momentos neste evento! Ouvi dizer que vamos partilhar mais eventos durante este ano… :)

Fica também uma palavra para o Ricardo Miguel do Seixal, que com quem tive o prazer de “queimar” a última metade da segunda etapa, em modo entreajuda e com o chip fullpower ativado! ;)

Contrariamente ao que estava previsto, a minha próxima prova será só a 11 de Março em Vila Pouca de Aguiar, tendo sido descartado do meu bem preenchido calendário, o Algarve Bike Challenge dos dias 2, 3 e 4 de Março!

Vídeos Relive das etapas (duas notas para a Etapa 1 em que por problemas com o sensor de velocidade, que insistiu em não funcionar durante todo o fim de semana, faltam cerca de 10km e 230 metros de desnível vertical acumulado e de estar apenas até ao final do percurso cronometrado e não até Pampilhosa da Serra):



Umas fotos (algumas delas roubadas aos seus autores, via Facebook!):

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Até breve!